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domingo, 11 de outubro de 2009

Powersia

Filha do Som
Everton Pessan


Sou as teclas de um piano
Na imensidão do silêncio
Infinitos sons que se propagam
Como as ondas, ao beijar a areia do mar

Sou uma voz suave,
Tal respiração profunda
No Silêncio, aguardo o seu cantar
Na penumbra, inspiro seu expirar

Sou a vibração das cordas
E na acústica claridade de sua alma
Faço-me ecoar aos cantos todos
Ouço a música a me chamar

Ó, filha do som
Que traz melodia à escuridão
Deixa seu canto ressoar os quatro cantos
Deixa sua voz transformar esse mundo sem encanto

Se um dia parar de cantar
Triste hei de ficar, e os demais
Nesse mundo em que o silêncio, ensurdecedor
Precisa de sua voz, para embalar a vida

Se um dia sua voz se calar,
Que seja por ferir a fúria silenciosa
Daqueles que por você suplicam
Um canto de adeus

quinta-feira, 21 de maio de 2009

In English

Poema/música feita por mim há algum tempo...

HOURGLASS
(Everton Pessan)

Inside my mind, a sorrow lives, tonight
I hold it in my hands
Some tears shine, my heart complains, it’s hard
I hold it in this blank
I hold it in my voice, when I sing

Through the beliefs, pain is confused, I feel
I hold the hourglass
No chance to fight, no chance to love all night
I hold the sands of time
I hold my broken pride, when I sing

Once again I find myself no way to go
‘Cos I tried to do my best in front of you
It’s the moment to break up the rules of love

Close to my heart, you were my aim
Great as a sea
I hold you in my hands

Close to your mouth, I was your life
I’ll rest alone when I
Pretend this pain is just the way to be
Far from you

Just hold my hourglass

segunda-feira, 23 de março de 2009

Essa foi em homenagem...

... a um grande amigo. É claro que só quem tá contextualizado com ele que vai entender tudo, mas tá aí para apreciação. =)

Aí é complicado (Everton Pessan)

Quem diria um certo dia
Um garoto ajustado
que aos ventos já dizia
"É, aí é complicado"

Que um dia com os amigos
feito gato e sapato
revoltado, então o disse
"se morrê, que morra os quáto"

Certo dia, visitado
ao fim de um dia azul
vinha ele apressado
"to atrasado pra facul"

Que ao tomar as decisões
precisava refletir
Não pedia opiniões
Sem jamais ter que mentir

Matusquela, meu amigo
Desde quando você sai?
Quase sempre indeciso
"vo pedir para o meu pai"

Quando penso na verdade
Eu me lembro do amigo
somente a sua amizade
já me serve de abrigo

Quero sempre meu amigo
Ter você aqui por perto
Que seu nome seja grande
Grande Milson Rosa Neto

quarta-feira, 18 de março de 2009

iPoesia

Alguém um dia me perguntou, lendo um poema meu, por quem eu estava apaixonado naquela ocasião na qual escrevi o poema. Ora, não acho que a pessoa deva estar apaixonada para escrever um poema que fale do amor ou de uma mulher desejada, nem acho que ele, o poeta, deva estar triste para escrever um poema lacrimoso. A poesia, além de retratar muito bem a emoção (a coisa do momento) de cada um, também é expressada pelos sentimentos (que todos carregamos o tempo todo). Logo, o poema triste, o poema amoroso, o poema trágico, o poema metalinguístico e os demais poemas são a representação de cada sentimento que o poeta guarda em seu interior. Escrever um poema é trazer esses sentimentos à tona e manifestá-los com a ajuda das palavras e dos sons.
Poesia é sentimento. Sentir e escrever, quando juntos, tranformam o nosso mundo.

Repugno
(Everton Pessan)

Repugno vidas
e escolho almas
Salto os sonhos em busca de sóis
e lavo minha boca impura

escarno

Recruto saudades
e as faço cair
Procuro em pedaços o fruto sem cor
e em meio a almas perdidas
e em meio a olhos escuros
em meio a um brilho fosco

repugno

sexta-feira, 13 de março de 2009

Poesia do mesmo saco (de letras)

Um beijo é tudo
e ao mesmo tempo é nada

Beijo frio não alegra um coração
Assim como palavras nuas fazem mal à alma

E como aquilo que se diz
é esquecido no momento em que é falado e ouvido

Seu beijo me é esquecido
no momento em que é beijado e sentido

sexta-feira, 6 de março de 2009

Poesia na veia

Poema feito há algum tempo em homenagem a uma garota muito especial =)

É rosa, é flor
desperta em mim o amor.
Florece, desperta
Beleza mais que esperta

Exala o mais delicioso aroma
É da perfeição e da beleza a soma
E quando olha com seu jeito menina
Provoca em mim uma estranha sina:

Amar ou não amar?

Pois sei que não hesitarei
E certamente não falharei
Mas se de repente eu falhar
saiba que é você, o perfeito par

Flor, folha, pétala
Dor, peito, fera
Olhar já não basta
Seu olhar de inteiro me arrasta

Amar ou deixar de amar?

domingo, 1 de março de 2009

Poesia nossa, de cada pensamento

Quando (Everton Pessan)

Quando uma estrela não brilha
Flutuo buscando luz
Peço apenas que sorria
Pra da vida fazer jus

que é estar com você.

Quando o vento não soprar
Vou buscar no horizonte
Um motivo para andar
Construir a nossa ponte

pra encontrar com você.

Quando a noite não alteia
Eu descanso simplesmente
Sinto a dor que me golpeia
Quando eu caio totalmente

de saudades de você.

E se nada mais faltar
Sinto paz em existir
Seu caminho há de levar
As palavras a exprimir

Quero logo (t)ver você.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Poesia curtinha

Que é bom pra surtir um efeito rápido (claro que cada um degusta do poema como bem entender). Geralmente eu como rápido (a comida), como médio (o poema), como devagar, pra curtir o momento (err....) ...

=)

Não vem
que
Não tem

E de gente Fonheim
to cheio!

Amém.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Poesia Moderna


Baseado em uma pichação no muro do DCE sa UFS.

sábado, 11 de outubro de 2008

Concrê #3

Mais um poema concreto :)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Concrê #2

Eis mais um concrê de minha autoria.

:D

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Concrê!

Alô!

Quando eu comecei a gostar de poesia, comecei pela forma dela mais atual (ou talvez aquela que mais mexeu com os tradicionalistas da época), que é o concretismo.
Tanto é, que minhas primeiras produções poéticas foram concretistas.
Por isso, colocarei aqui alguns dos meus concrês. (como eu chamo, em meu devaneio poético, a poesia concreta).

:)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Eternamente é ter na mente éter na mente

Olá!

Sabe quando o pensamento parece não se completar e falta aquela coisinha, aquele detalhezinho pra formar o que se pretende?
A associação de uma imagem, um cheiro, uma sensação às vezes nos parece fazer viajar no tempo e nos colocar naquele lugar ounde aquela imagem/cheiro/sensação nos fez únicos, imutáveis, perfeitos. Coisas de nosso consciente/inconsciente/subconsciente que, se explicados, perdem a magia da coisa.
Quero é sentir; o saber vem sem eu pedir.

Quebra-cabeça (Everton Pessan)

Eternamente
Entram na mente
Peças completando
Tudo, e de repente
Quando nada se encaixa
E quando tudo se solta
Peças que se completam
Entram na mente
Eternamente


P.S.: Tente ler também de baixo para cima :)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Poema nosso de cada dia

Eu nem sei porque escrevo. Sei que escrevo e gosto de escrever.
É igual a ler. Embora seja importante e necessário, há de se ter um gosto pela leitura.
Portanto, quem gosta de ler, lê. Quem gosta de escrever, escreve.
Mais importante que ler e escrever, especificamente, é gostar do que se faz.
E em se gostando de ler e escrever, há de se gostar mais da vida.
E, assim, quem gosta mais da vida, vive melhor, sorri com mais frequência, trabalha melhor e dorme melhor.

Por isso, ler e escrever são, em minha visão, essenciais para se viver melhor... Por isso escrevo.

Alegria (Everton Pessan)

Sabe a alegria?
ela chegou de telegrama
e me disse que ser feliz é o que importa
em versos assim:

Aprenda a viver
que para amar
é preciso ver
e sempre sonhar

Descubra seu ser
não olhe pra trás
e saiba obter
da vida bem mais

Não chore depois
que a vida doeu
entenda, sim, pois
que a vida correu

Amar é viver
Viver é amar
A vida é prazer
e aprenda a guardar

O amor

domingo, 6 de julho de 2008

Poeminha, Põe minha

Ói eu!
Engraçado como praticamente todos os sergipanos se cumprimentam assim, né??
Encontra o outro no shopping, na universidade, no churrasquinho da esquina e logo manda um "ÓI ELE". Já não sei se o cabra fala isso pra ele mesmo, ou pro outro. Porque se eu to vendo o camarada vindo, eu digo "ÓI ELE" talvez pra reforçar a idéia de que "ele", seja lá quem "ele" for, tá ali.

E são muitas as expressões que usamos, sem nos dar conta dos significados.
Mas não quero falar dos significados das expressões aqui. VOu colocar um poema que fiz pensando justamente nas expressões usadas por nosso maravilhoso POVO SERGIPANO. :)

Êta guri (Everton Pessan)

Vi um dia um gurizinho bem arteiro
BUlinava em casa as coisas o dia inteiro
Não parava quieto: pulava e fazia estripulia
E se reclamavam, logo ele virava Maria
Maria escombona.

Êta guri malino!

Queria voar igual a uma muriçoca
Daquelas que quando mordem logo se coça
Visitava o pai no trabalho, fazendo enxame
E logo voltava pra casa, pra comer inhame

Êta guri esfomeado!

Na rua, só andava de bicicleta
Desenhava no chão uma ou outra seta
Vinha veloz e dava uma rabiada
E às vezes saia com uma perna machucada

Êta guri arteiro!

A mãe da cozinha gritava:
"Avia menino, vai já tomar banho"
E ele do quarto chorava:
"Quero não mainha, tô com uma pereba desse tamanho"

Êta guri coisado!

Mainha olhava a ferida, já com cara de sabida:
Trazia uma boa pomada, que deixava a perna ardida
"Chore não meu fio, quem mandou ser maluvido?"
"Tome logo o seu banho, e lembre de lavar o imbigo"

Êta guri lodento!

Uma ruma de vizinho já conhecia o tal guri
Um fuxico todo dia, só se ouvia o ti-ti-ti
E ele, pra não se deixar esculhambar
Assustava os gatos daquele povo, que só sabia cabuetar

Êta guri tucudo!

Futucando um dia no baú do velho avô
Encontrou um estilingue, imaginem o que aprontou
Saiu matando calango, acho que todos do mundo
Até que um o mordeu o pé, ele gritou: "ô fio do cabrunco"

Êta guri bocudo!

Era um guri feliz, futucando a esperança
De quem acha que um dia esqueceu de ser criança
Não seja paia, tire seu sapato
E sacuda a tristeza toda no mato

Êta guri felizardo!

Até a próxima \o